BELO HORIZONTE (28/3/2019) – Diminuir os impactos do esgoto doméstico na água e no solo. Essa é a proposta no município de Lima Duarte, Zona da Mata mineira, com a construção de fossas sépticas. O trabalho é desenvolvido na comunidade São Sebastião de Monte Verde por uma parceria entre agricultores, prefeitura, Emater-MG e Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS).

 

No total, 20 famílias do município serão beneficiadas. As fossas já estão sendo construídas. Segundo a extensionista da Emater-MG, Maria Dalva Pereira, a iniciativa ajuda na segurança hídrica e sustentabilidade ambiental. “O esgoto da comunidade, atualmente, é lançado em um córrego onde pessoas e animais têm acesso, podendo ocasionar doenças.  O que não é lançado diretamente no córrego, é destinado para um buraco aberto, onde há a proliferação de mosquitos que são vetor de várias doenças”, disse.

 

As fossas sépticas indicadas pela Emater-MG são as que utilizam a tecnologia de tanque de evapotranspiração (Tevap). Esse modelo retém a parte sólida dos resíduos em um sistema fechado e permite a evaporação da água. Na construção do tanque das fossas Tevap são utilizados materiais como brita, areia, entulhos e pneus velhos.

 

Para construir o tanque, é feito um buraco que tem as paredes e o fundo impermeabilizados com cimento, evitando que os dejetos entrem em contato com o solo e contaminem o lençol freático. No local devidamente cimentado, são colocados brita, areia, entulhos e formado um túnel com pneus. Essa câmara de pneus é feita no centro do tanque e vai de uma ponta a outra.

 

A primeira fermentação da matéria orgânica acontece dentro do túnel de pneus e, a segunda, na zona de absorção das raízes de plantas cultivadas sobre a fossa. É a partir desse processo que é possível o tratamento final da água, que só sai do tanque por evaporação e éabsorvida pelas raízes das plantas.

 

Nesta parceria, a Prefeitura de Lima Duarte, por meio da Secretaria de Agricultura, está disponibilizando o serviço de retroescavadeiras, pneus usados e entulho de construção. Os produtores fornecem areia brita, telas, cimento e mão de obra. O trabalho da Emater-MG é de orientação, acompanhamento técnico e, com o CMDRS e com a Secretaria Municipal de Agricultura, responde pelo cadastramento dos produtores interessados em implantar a tecnologia

 

Segundo a extensionista da Emater-MG, o trabalho deve ser concluído no primeiro semestre de 2019. A previsão é que outras comunidades do município devem ser beneficiadas ainda este ano.  Maria Dalva também ressalta que outros dois municípios, Santa Bárbara do Monte Verde e Olaria, também serão beneficiados com a construção de fossas sépticas em 2019.

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