BELO HORIZONTE (11/4/2019) – Importante para municípios do Vale do Jequitinhonha, o rio Fanado tem agonizado nos últimos anos. A poluição e a redução do volume de água são os problemas enfrentados. O socorro veio de cidadãos preocupados com a situação e que, há pouco mais de um ano, lançaram o Movimento SOS Fanado. Em parceria com entidades, como a Emater-MG, prefeituras, câmaras municipais, escolas, sindicatos e associações são desenvolvidas diversas ações para a preservação e recuperação do Fanado.

A bacia hidrográfica do rio banha quatro municípios. São 120 quilômetros passando por Angelândia, Capelinha, Minas Novas e Turmalina até desaguar no rio Araçuaí rumo ao rio Jequitinhonha e depois no Oceano Atlântico. Suas águas são importantes para o abastecimento das cidades e o desenvolvimento da agropecuária. Mas, a poluição tem afetado o rio, que perde em qualidade e volume de água.

Para escrever um novo capítulo dessa história, cidadãos e entidades se juntaram. Com isso, a conscientização ambiental de comunidades rurais e na área urbana foi trabalhada por meio de encontros. “Com o lema ‘Esperar até quando?, nosso objetivo é superar inicialmente a situação de penúria em que se encontra o rio e, a longo prazo, implantar na nossa região uma consciência ambiental voltada ao uso sustentável de suas águas”, diz o coordenador do movimento, Daniel Sousa.

De acordo com ele, foi possível unir diversas instituições e, por isso, realizar ações de preservação ambiental na bacia hidrográfica do Fanado. “Essa integração e a mobilização comunitária são de extrema importância para atingir os objetivos almejados pelo movimento”, diz.

Até agora foram protegidas cerca de 20 nascentes. Elas foram cercadas e em seu entorno plantadas mudas de árvores nativas. A previsão para 2019 é a proteção de mais 40 nascentes. “Isso tem importância vital e contribui para melhoria da vazão, bem como da sobrevivência do rio Fanado e seus afluentes”, afirma o gerente regional da Emater-MG, Valmar Gonçalves.

Parceira das ações, a Emater-MG tem trabalhado não só na proteção das nascentes, como na conscientização da população, implantação de bacias de captação das águas de chuva e enxurrada e orientações sobre saneamento rural.

“Sabemos que o rio Fanado diminuiu bastante a sua vazão nos últimos 20 anos. Mas acreditamos que, nos próximos cinco anos, a vazão e qualidade da água melhorem com a intervenção ambiental positiva”, completa Valmar Gonçalves.