(Juiz de Fora – 18/7/2019) O Minas Láctea 2019 foi oficialmente aberto em solenidade realizada na noite dessa terça-feira (16) no Expominas de Juiz de Fora. Na ocasião, representantes da Epamig, do Governo de Minas Gerais, do poder municipal e da cadeia produtiva do leite falaram da importância do evento e sobre as perspectivas para o futuro do mercado de leite e derivados no Brasil.

O público presente foi lembrado de números bastante expressivos da indústria de laticínios do estado. Minas Gerais produz 30% de todo o leite consumido no país, fato que o deixa na primeira posição de produção leiteira nacional. Além disso, o estado produz 25% de todos os queijos consumidos no Brasil e, recentemente, foi premiado com 51 medalhes no Concurso Mundial de Queijos, na França.

Ao olhar para esses números, o chefe geral da Epamig ILCT, Cláudio Furtado Soares, comemorou mais uma edição do Minas Láctea. “É uma honra muito grande ter sido aluno e, hoje, dirigir o Instituto de Laticínios Cândido Tostes. Enfrentamos dificuldades, é verdade, mas estamos aqui dispostos e prontos para renovar parcerias institucionais”, afirmou. Cláudio também se dirigiu ao prefeito de Juiz de Fora, Antônio Almas, para reforçar a necessidade de realizar o Minas Láctea todos os anos, como no passado, e não apenas de dois em dois anos, como é feito atualmente.

Em sua fala, a secretária de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ana Maria Valentini, destacou o papel das pesquisas da Epamig ILCT para o bem estar e o desenvolvimento da sociedade mineira. De acordo com a secretária, o agronegócio em Minas, responsável por movimentar 33% do PIB do estado, encontra na pesquisa um motor que impulsiona o estado para sair da crise. “A pesquisa se torna fundamental para que possamos ganhar mais produtividade, aumentar nossa competitividade, trazer mais renda aos nossos produtores rurais, a nossa indústria e, consequentemente, beneficiar todos os setores da economia”, salientou.

A presidente da Epamig, Nilda de Fátima Ferreira Soares, afirmou que inovar é preciso. Em seu discurso, no entanto, Nilda lembrou que inovações só são possíveis por meio de pesquisas. “Inovar e criar produtos mais competitivos tem que ser o nosso dever de casa. Mas precisamos fazer com que a pesquisa tenha seus recursos assegurados, porque é a pesquisa que faz com que Minas esteja cada vez mais à frente na área de laticínios e de outros setores da agropecuária”, afirmou Nilda ao expressar preocupação com a falta de recursos destinados às pesquisas.

Nilda também enfatizou o papel que o ILCT cumpre ao unir três pilares importantes para o desenvolvimento da economia do estado: governo, empresa e academia. Após passar o dia em visitas às instalações do Instituto, a presidente da Epamig elogiou a alegria dos laticinistas e a disposição dos empresários para firmar parcerias. “É isso que precisamos fazer. Precisamos de boas parcerias para que os nossos produtos sejam cada vez mais competitivos no mercado”, concluiu.

Nesse sentido, com o objetivo de promover futuras parcerias nas áreas de inovação, ensino, pesquisa e extensão, a Epamig ILCT e a Fundacion Cultural de Professores y Amigos de la Escuela Superior Integral de Lecheria (Funesil), da Argentina, firmaram um protocolo de intenções, assinado por Nilda e pelo presidente da Funesil, Alfredo Gadara.

Por fim, a solenidade de abertura contou com homenagens a pessoas importantes para a consolidação de Minas como grande produtor de produtos lácteos no Brasil. Os homenageados foram condecorados com a medalha Cândido Tostes.

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Secretária de Agricultura, Pecuária e Abastecimento visita a fábrica de laticínios da Epamig ILCT

Um dia após a abertura oficial do Minas Láctea 2019, a diretoria da Epamig recebeu a visita da secretária de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ana Maria Valentini, na fábrica de produtos lácteos do Instituto Cândido Tostes. Na visita, a diretoria apresentou as dependências da fábrica para a secretária e discutiu maneiras para aumentar a produtividade e maximizar a eficácia do espaço físico e dos maquinários do local.

A questão do volume de produção da fábrica de laticínios da Epamig ILCT foi bastante discutida durante a visita. “Há possibilidade de ampliarmos muito mais a nossa produção”, destacou a presidente da Epamig, Nilda de Fátima. Ana Valentini acompanhou toda a visita com olhos atentos ao potencial da fábrica e às possibilidades de lançamento de produtos inovadores destacados pelos pesquisadores.

Ana Valentini afirmou que já pensa em estratégias para tornar possível o aumento da produção. “Eu quero valorizar os produtos da Epamig para que o governo entenda cada vez mais a importância deles para a economia do estado e para que, dessa forma, consigamos mais recursos”, disse.

Crédito foto abertura oficial: Erasmo Pereira