BELO HORIZONTE (8/8/2019) - O Departamento de Pesquisa (DPPE) da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em sintonia com as diretrizes da nova diretoria da Empresa, já está de olho em projetos para o futuro. O objetivo da empresa é começar um novo ciclo com mais foco em inovações e em novos projetos de tecnologias para a agricultura do Estado. 

A primeira reunião do Comitê Central de Pesquisa com a nova diretoria ocorreu na sede da empresa na última sexta-feira (2). O Comitê é formado pelos coordenadores dos doze Programas Estaduais de Pesquisa (PEPs) da Epamig. Na ocasião, cada coordenador explanou sobre os projetos e linhas de pesquisas mais importantes, com destaque para as possibilidades futuras de inovação.

Durante a reunião, a presidente da Epamig, Nilda de Fátima Ferreira Soares, enfatizou que o time de pesquisadores da empresa deve considerar novos rumos para as pesquisas, motivo pelo qual alterações deverão ser feitas em prol da melhor utilização dos recursos. Para Nilda, diante do difícil momento financeiro enfrentado pelo estado de Minas Gerais, é cada vez mais necessária a utilização de novas estratégias para que a EPAMIG se volte ainda mais para as demandas da sociedade mineira.

“Os pesquisadores da Epamig deverão ter uma visão de futuro. Nossa missão será colocar o estado de Minas em um patamar ainda mais elevado dentro da agropecuária. E para isso nós precisamos de pesquisa. Vamos entregar para o estado aquilo que ele necessitará no futuro, com novas tecnologias e inovações na agropecuária”, enfatizou Nilda.

Nesse sentido, cada coordenador de PEP teve a oportunidade de mostrar projetos de pesquisas relevantes e com potencial de inovação. Destaque para os estudos de indicação geográfica e certificação na vitivinicultura, mecanização e geotecnologias em cafeicultura, conservação de leite humano, utilização de trigo para produção de silagem em sistemas de produção, expansão da Palma Forrageira como alternativa para a alimentação bovina, diversificação de fruteiras, rastreabilidade e manejo agroecológico de frutas, utilização de subprodutos da oliveira, segurança alimentar e disponibilização de plantas medicinais, cultivo sustentável de flores, disponibilização de matrizes de peixes ornamentais, estratégias para convivência com as mudanças climáticas e estudos agroecológicos sobre manejo alternativo de pragas e doenças.

Segundo a chefe do DPPE, Beatriz Cordenonsi, em um futuro próximo a interface entre pesquisa e mercado será feita cada vez mais por meio de ferramentas computacionais. Para Beatriz, essa é a visão que o DPPE gostaria de implementar na Epamig, a fim de tornar as tecnologias mais acessíveis aos produtores, sempre com foco na melhoria de vida e no aumento da renda.

Quando questionada sobre as reais ações que serão colocadas em prática, Beatriz deu destaque para reorganizações internas, reestruturação dos Campos Experimentais e redirecionamentos das equipes da Epamig. “Em épocas de escassez de recursos é preciso haver um redirecionamento de foco, e é isso que estamos fazendo. É fato que teremos que ser um pouco mais seletivos nas pesquisas, mas queremos continuar sendo protagonistas da inovação e da modernidade da agricultura em Minas”, pontuou.

Para organizar os mais de 150 pesquisadores espalhados estrategicamente nos quatro cantos de Minas Gerais, a Epamig se estrutura em doze Programas de Pesquisa (PEPs): agroecologia, bovinocultura, café, floricultura, fruticultura, grandes culturas, leite e derivados, meio ambiente, olericultura, olivicultura, piscicultura e vitivinicultura. De acordo com o diretor de operações técnicas da empresa, Trazilbo de Paula, a agenda de encontros e reuniões entre coordenadores de PEPs e diretoria continua nos próximos dias.