BELO HORIZONTE (21/01/2020) - Quando o assunto é piscicultura mineira, as cidades de Muriaé e Morada Nova de Minas dominam como ninguém o tema, já que são polos de peixes ornamentais e de corte, respectivamente. O setor é um dos que mais crescem no agronegócio de Minas Gerais e, junto com essa curva, o controle sanitário dos criatórios é uma medida fundamental e que está entre as competências do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). Atualmente são 1.116 criatórios de peixes de corte e ornamentais cadastrados.

Em qualquer categoria de piscicultura é preciso que o produtor observe a condição sanitária de seu criatório. Todas as propriedades e estabelecimentos com animais aquáticos devem ser cadastradas no IMA, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura Pecuária e Abastecimento (Seapa).

O coordenador do Programa de Sanidade Aquática no Estado, o médico veterinário Eduardo Lage, afirma que o segmento está se fortalecendo a cada ano e destaca o trabalho de fiscalização e controle sanitário. “Estamos focados em aumentar os cadastros de pisciculturas em todo o estado, implantando algumas ações de vigilância sanitária, com o objetivo de aumentar o controle e mitigar o risco de ocorrência de doenças. É importante a participação dos produtores quanto às notificações de quaisquer sintomas de doenças nos peixes. Estamos trabalhando junto às associações do setor”, informa o médico veterinário. As ações do IMA incluem a fiscalização do trânsito de peixes, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), o cadastro e as vigilâncias ativas - quando o IMA busca ativamente casos de doenças nas pisciculturas -, e vigilâncias passivas (atendimentos do IMA após a notificação realizada pelo piscicultor). Estas vigilâncias têm a finalidade de padronizar a prevenção de doenças infecciosas e parasitárias que afetam a aquicultura.

Eduardo Lage reforça que, caso exista suspeita da doença, é necessário comunicar ao IMA mais próximo para auxiliar no acompanhamento das investigações e nas medidas sanitárias a serem tomadas pelos fiscais agropecuários. Os produtores de peixes ornamentais e de corte devem buscar a unidade mais próxima de sua região. Os endereços estão disponíveis no site: ima.mg.gov.br/atendimento/nossas-unidades.

Produção – Em Morada Nova de Minas, a tilápia é o centro das atenções e movimenta os criatórios e as indústrias de beneficiamento. A cidade produz cerca de 13 mil toneladas/ano de tilápia in natura em seus criatórios localizados na Represa de Três Marias, beneficiando aproximadamente 40 toneladas de filé por dia nos seis frigoríficos do município.

O produtor de tilápia Ailton Mendes Batista, mais conhecido como ‘Toiota’, e que também é o presidente da Associação Peixe MG, relata que o cadastramento dos criatórios no IMA é de suma importância para a assegurar a sanidade dos peixes. “A parceria com o IMA é fundamental para estimular a regularização dos criatórios que ainda precisam se adequar às normas sanitárias determinadas pelo estado”, reforça o produtor, informando que 90% da tilápia é comercializada dentro de Minas Gerais.

Já em Muriaé, cidade localizada na Zona da Mata Mineira, as vedetes são os peixes ornamentais. Minas Gerais é líder neste setor. O produtor Nilo Teodoro Cerqueira Junior trabalha com peixes ornamentais há 30 anos. Ele possui um criatório que fica a 19 km de Muriaé, na comunidade rural de Capetinga. “Crio algumas espécies como o Kinguio e Guppys. Sempre que preciso do IMA para emitir documentos sanitários, como a Guia de Trânsito Animal (GTA), conto com a ajuda dos profissionais do escritório de Muriaé. Sou muito bem atendido”, disse o produtor que, além de vender seus peixes em Minas Gerais, comercializa também para os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia.

Rodolpho Sélos - Ascom/IMA

Foto: Divulgação/IMA

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