O uso de produtos à base de nim (Azadirachta indica), bioprotetor natural, no controle do ácaro rajado (Tetranychus urticae) em plantas condimentares, como a salsinha, foi avaliado em laboratório e em casa de vegetação pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em Viçosa. O trabalho conduzido pela pesquisadora Madelaine Venzon avaliou a eficiência de três produtos comerciais no controle de pragas em plantas com suporte fitossanitário insuficiente (minor crops).

Os produtos foram testados em concentrações subletais e letais. Além da eficiência, foi avaliada também a fitotoxicidade. O ácaro rajado é uma praga importante que ataca diversas culturas. O controle eficiente foi obtido com as concentrações letais do produto, entretanto, estas concentrações causaram leves sintomas de toxicidade nas folhas da salsinha.

“A adoção desses produtos pode ser um entrave quando as plantas são comercializadas frescas. No entanto, quando forem comercializadas secas ou destinadas à extração de óleos essenciais, não haverá problema. De fato, será vantajoso, pois os produtos derivados de nim são biodegradáveis, portanto, não deixam resíduos tóxicos nem contaminam o ambiente”, avalia Madelaine.

O estudo chama a atenção para a necessidade da avaliação criteriosa de produtos para o manejo sustentável de pragas em minor crops e demonstra a necessidade de considerar-se, não somente a eficiência dos produtos, mas também a fitotoxicidade e a seletividade a inimigos naturais.

Os resultados do trabalho são destaque no artigo Control of two-spotted spider mites with neem-based products on a leafy vegetable, publicado recentemente pela pesquisadora Madelaine Venzon e por colaboradores na Crop Protection, publicação da Associação Internacional de Ciências de Proteção de Plantas.

Ascom/Epamig

Foto: Divulgação/Epamig