O estímulo à inovação tecnológica em busca de soluções para a mecanização da cultura da palma forrageira é o principal objetivo do Palmathon, maratona de criação que será promovida virtualmente entre os dias 13 e 24 de setembro, dentro da programação do Palmatech. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas clicando AQUI.

O Palmathon é promovido em parceria entre a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), sua vinculada, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), a Faculdade Vale do Gorotuba (Favag) e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg).

A palma forrageira é uma espécie de cacto originário do México que se espalhou por toda a América Latina. Trata-se de um cultivo de extrema importância para o semiárido brasileiro, sendo a principal fonte de forragem para gado leiteiro, especialmente no Nordeste do país, durante o período de seca. A palma apresenta grande adaptação ao clima semiárido, tendo como principais características a boa produtividade e uma alta palatabilidade.

O superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Seapa, Carlos Bovo, lembra que o Palmathon é a continuação do evento que foi iniciado em 2020, quando ocorreu uma pré-aceleração que ajudou a identificar as oportunidades de melhora na cultura da palma forrageira.

“Nesse ano teremos um evento amadurecido, no formato de hackathon, e que vai mirar um desafio maior, que é a mecanização da cadeia da palma. Hoje essa cultura ainda é muito artesanal no estado, com pouca ou nenhuma mecanização, o que gera uma maior necessidade de mão de obra para colheita, corte e fornecimento para a alimentação animal. A ideia é buscar, através de estudantes, pesquisadores, empresas de tecnologia, startups e produtores, mecanismos para resolver estes problemas, possibilitando um ganho de produtividade e rentabilidade para estes produtores”, destaca Bovo.

O Palmathon será 100% on-line e gratuito, conforme destaca a pesquisadora da Epamig Polyanna Mara de Oliveira. “Esta será uma excelente oportunidade para alunos do ensino médio e técnico, universitários, professores do agronegócio, empresas de tecnologia e produtores rurais, ou para qualquer pessoa interessada no ecossistema da palma forrageira”, pontua.

O agente de inovação da Favag, Diego Geovani Pereira, acrescenta que, ao fim dos mais de dez dias de muito trabalho, serão definidas as três equipes finalistas. “Esperamos ter ideias com alto poder de execução e viabilidade, para desenvolvê-las e conseguirmos entregar para a comunidade um impacto real na melhoria do cultivo e manejo da palma forrageira. Não só para o Norte Minas, mas para que todo o Brasil possa usufruir dessa solução”, garante.

Hub Day Palma

O ponta pé inicial na busca pela inovação na cadeia produtiva da palma forrageira foi dado no último dia 31 de agosto, quando foi realizado virtualmente o Hub Day Palma, evento que teve mais de 260 espectadores durante sua transmissão ao vivo. O vídeo segue disponível no YouTube da Seapa.

“O Hub Day Palma cumpriu com o seu objetivo, mostrando, através dos depoimentos de especialistas da área e de cases de sucesso, que a inovação é possível na cadeia da palma. Foi possível contextualizar todo o cenário, apontar os desafios e potencialidades do setor e, ainda, provar que dá sim para desenvolver tecnologias para evoluir ainda mais a cultura da palma forrageira no estado”, disse o superintendente Carlos Bovo.

A palma em Minas

Apesar de já bastante tradicional no Nordeste do país, o uso da palma na alimentação animal não tinha muita tradição no semiárido de Minas Gerais. Entretanto, nos últimos anos, o estado buscou parcerias com instituições de pesquisa nordestinas, especialmente o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), que trouxe algumas variedades para a Epamig dar início a testes junto a produtores rurais.

Em 2017, segundo dados do IBGE, Minas Gerais era o 8º maior produtor nacional de palma, com 9,5 mil toneladas produzidas naquele ano. Ainda segundo o levantamento, ao todo existem no estado 1.464 estabelecimentos agropecuários ligados à cultura, com cerca de 558 hectares plantados, sendo 64% deles provenientes da agricultura familiar.

Em Minas, a produção se concentra principalmente no Norte, Jequitinhonha e Mucuri. Entretanto, é no Norte que se encontram os cinco municípios com maior cultivo da palma: Ninheira (25,3% do total produzido); Espinosa (19,2%); São João do Paraíso (8,1%); Águas Vermelhas (5,8%); e Januária (5,7%).

 

José Vítor Camilo – Ascom/Seapa

Foto: Epamig/Divulgação

 

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